Aasil Shaikh - Pexels, CC0 1.0, via Joshua Project
Povo não alcançado Fronteira
Os Shaikh Faruqi formam uma comunidade muçulmana espalhada por diferentes estados da Índia, com maior presença em Bengala Ocidental, Uttar Pradesh e Bihar. O título Shaikh remonta aos colonizadores, estudiosos e religiosos árabes que se fixaram no subcontinente indiano nos séculos seguintes à chegada do islã, e a designação Faruqi liga parte dessa linhagem ao califa Umar ibn al-Khattab, chamado entre os muçulmanos de Al-Faruq, aquele que distingue o certo do errado.
Falam principalmente urdu, embora muitas famílias também usem bengali, hindi ou outras línguas da região onde se estabeleceram ao longo de gerações. Mais do que um grupo étnico isolado, os Faruqi carregam um sobrenome que confere prestígio social e religioso, historicamente associado ao estudo do islã, à erudição e, em alguns ramos, à tradição sufi.
Vivendo dispersos em meio à ampla sociedade indiana, sem território ou aldeia própria, os Shaikh Faruqi mantêm sua identidade sobretudo pelo nome de família, pelo casamento dentro do grupo e pela fidelidade ao islã que herdaram de seus ancestrais.
A presença muçulmana no norte da Índia remonta ao ano de 711, quando um exército árabe conquistou parte do vale do Indo. Nos séculos seguintes, sob os sultanatos islâmicos, professores, juristas, comerciantes e mestres sufis vindos do mundo árabe se instalaram de forma permanente na região, e seus descendentes passaram a ser chamados de Shaikh, título de honra ligado ao saber religioso.
Dentro desse grande grupo, os Faruqi reivindicam descendência do califa Umar ibn al-Khattab, um dos companheiros mais próximos do profeta Maomé. Com o tempo, a linhagem se espalhou e se misturou à sociedade indiana mais ampla, mantendo o sobrenome como sinal de origem e status.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
100%
|
856.000 |
Os casamentos entre os Faruqi costumam ser arranjados pelas famílias e realizados dentro do próprio grupo, preservando laços de parentesco e prestígio. A poligamia é permitida para quem tem condição de sustentar mais de uma esposa, e a herança das propriedades da família passa tradicionalmente para os filhos homens.
Vivendo em áreas rurais e urbanas por toda a Índia, muitos ainda associam o nome Faruqi a uma posição social respeitada, ligada ao estudo e à liderança religiosa dentro da comunidade muçulmana local. Seguir as restrições alimentares do islã, como evitar a carne suína, faz parte do dia a dia das famílias.
Os Faruqi professam o islã, com tradições sunitas e xiitas presentes entre diferentes famílias do grupo. Seguem os cinco pilares da fé: a oração cinco vezes ao dia voltados para Meca, o jejum durante o Ramadã, a esmola aos pobres, a peregrinação para quem pode realizá-la e a confissão de que não há outro deus além de Alá.
Celebram as festas do Eid al-Fitr e do Eid al-Adha como marcos centrais do calendário religioso e familiar. Em muitas famílias, o nome Shaikh carrega ainda hoje uma reputação de proximidade com o saber islâmico e, em certos ramos, com ordens sufis que floresceram no subcontinente ao longo dos séculos.
O urdu, língua principal dos Faruqi, tem a Bíblia completa há mais de um século e meio, além de filme sobre a vida de Jesus e gravações em áudio disponíveis também em formato digital. Mas muitas famílias também falam bengali, hindi ou outras línguas locais em casa, e o acesso a essas traduções não significa que a mensagem tenha alcançado o coração de uma comunidade cuja identidade está profundamente ligada ao islã.
Entre os Faruqi, o sobrenome carrega honra de família e ligação com gerações de estudiosos e líderes religiosos muçulmanos: abandonar o islã é visto como renegar essa herança e envergonhar os antepassados. Por estarem espalhados em meio à vasta população indiana, sem uma região ou aldeia própria, raramente formam um alvo direto de atenção, o que também dificulta que alguém lhes apresente o evangelho de forma clara e respeitosa.
Muitas comunidades Faruqi que vivem em áreas rurais da Índia enfrentam carência de assistência médica, eletricidade e água potável, realidades que pesam sobre o cotidiano das famílias e tornam a vida mais dura em anos de seca ou doença. Há também a necessidade, ainda maior, de que alguém possa conversar com eles sobre Jesus de um jeito que respeite sua história e sua honra.
É preciso que surjam entre os próprios Faruqi pessoas que sigam a Cristo e permaneçam em meio aos seus, formando comunidade, amizade e discipulado sem precisar abandonar a família ou o lugar onde vivem.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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