Povo
Cutepakistan - Wikimedia, CC BY-SA 4.0, via Joshua Project
Povo não alcançado Fronteira
Os sindhi mohana são um povo de pescadores e barqueiros que vive na província de Sindh, no Paquistão, especialmente ao longo do rio Indo e nas margens do lago Manchar. Também chamados de mir bahar, “senhores do mar”, eles construíram sua identidade em torno da água: nasceram, trabalharam e por gerações moraram em barcos de madeira que deslizam pelo rio como fizeram seus antepassados.
Falantes de sindhi, os mohana se distinguem dos demais grupos da região pelo ofício e pelo modo de vida ribeirinho, mais do que por fronteiras de território fixo. Seu próprio nome é associado à ideia de “gente que vive na foz do Indo”, e registros históricos os descrevem como pescadores e marinheiros já há mais de mil anos, um ofício que atravessou gerações e ainda hoje molda a vida da maior parte do povo.
O nome mohana é associado à ideia de "gente que vive na foz do Indo", uma ligação antiga com as águas do Sindh. Crônicas históricas da região já mencionavam os mohana como pescadores e marinheiros há mais de mil anos, um ofício que se manteve praticamente intacto ao longo dos séculos, com barcos de madeira, redes e aves de pesca treinadas passando de geração em geração.
Por séculos, os mohana prosperaram como pescadores e navegadores, distribuindo parte da pesca diária a viajantes e vivendo quase à parte da vida em terra firme. Com o tempo, dividiram-se em muitos clãs e subgrupos, uma genealogia extensa que ainda hoje organiza a vida da comunidade dentro do próprio povo.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Paquistão Não alcançado
|
100%
|
483.000 |
A pesca é o centro da vida mohana: redes, varas e, tradicionalmente, aves como cormorões e garças treinadas para ajudar na captura eram parte do ofício transmitido de pai para filho. Muitas famílias inteiras habitavam barcos entalhados à mão, decorados com marchetaria e espelhos, que serviam ao mesmo tempo de casa, meio de transporte e lugar de trabalho.
O clã organiza a identidade e os laços sociais do povo, e a relação com o rio molda quase todos os aspectos da rotina, da alimentação ao calendário de trabalho. Nas últimas décadas, porém, a poluição do lago Manchar e a redução da água doce empurraram muitas famílias mohana para fora dos barcos e para trabalhos de terra firme, uma mudança que tensiona um modo de vida construído em torno da água por gerações.
Os mohana são muçulmanos sunitas, seguindo a escola de jurisprudência hanafita, como a maioria da população de Sindh. A fé islâmica está profundamente entrelaçada à identidade do povo e do clã, moldando costumes, celebrações e a forma como a comunidade se vê diante dos vizinhos.
Por viverem tradicionalmente afastados dos centros urbanos, em barcos e povoados ribeirinhos, os mohana também mantêm uma vida religiosa marcada pelo cotidiano do rio e da pesca, em que a fartura ou a escassez do lago é vivida como algo ligado a forças maiores que o próprio esforço humano.
O sindhi tem Bíblia completa e Novo Testamento publicados há décadas, com Escrituras disponíveis em texto, áudio e aplicativos para celular. Ainda assim, entre os mohana, um povo ribeirinho e historicamente afastado dos centros urbanos onde a fé cristã tem alguma presença em Sindh, o acesso prático a essas Escrituras e a alguém que as explique e as leia junto com a comunidade continua raro.
Entre os mohana, ser muçulmano está ligado à própria identidade de clã e de povo, de modo que abandonar o islã é sentido como romper com a família e com a comunidade que sustenta a vida no rio. A isso se soma o isolamento geográfico dos que ainda vivem em barcos ou povoados ribeirinhos, distantes de igrejas ou de qualquer testemunho cristão, o que torna o primeiro contato com o evangelho praticamente inexistente.
A poluição do lago Manchar e a redução da água doce vêm destruindo a pesca da qual os mohana sempre dependeram, empurrando famílias inteiras para fora dos barcos sem alternativa clara de sustento. Há urgência por água limpa, por meios de vida que substituam a pesca em declínio e por atenção a um povo cuja cultura inteira está amarrada a um rio ameaçado. No campo espiritual, falta ao povo qualquer comunidade cristã local e alguém que compartilhe as Escrituras de um jeito que faça sentido para gente do rio.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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