Povo
Os tai laing são um povo de língua tai que vive no noroeste de Mianmar, sobretudo na Região de Sagaing, ao longo das margens dos rios Chindwin, Irrawaddy e Uru. Há também comunidades no Estado de Kachin, entre Myitkyina e Bhamo, junto à linha férrea que segue rumo à Região de Mandalay.
O nome que usam para si pode ser traduzido como “Tai Vermelhos”. Os birmaneses costumam chamá-los de Shanni, e em muitos lugares ainda se ouve “Shan-Bama”, expressão que os apresenta como uma mistura entre os shan e os birmaneses. Eles, porém, afirmam uma identidade própria.
Há dois grupos de falantes. Quem vive à beira dos rios se chama “Tai Lai”, e quem mora ao longo da ferrovia diz “Tai Nai”. As diferenças são pequenas e todos se entendem sem dificuldade. A língua é aparentada com o khamti e o shan, mas é reconhecida como um idioma distinto.
A história dos tai laing foi contada, em grande parte, por quem estava de fora. Vizinhos os chamaram de Shanni ou de Shan-Bama, como se fossem apenas um ramo dos shan ou uma mistura com os birmaneses, e isso deixou marcas que ainda aparecem nos nomes usados hoje.
Suas aldeias se espalharam pelos vales dos rios do noroeste e pelo eixo da ferrovia que cruza o Estado de Kachin, e dessa separação geográfica vêm os dois nomes pelos quais hoje se identificam. A escrita própria, uma variante da escrita birmanesa, não é ensinada nas escolas. Nas últimas décadas, surgiu entre eles um movimento ainda pequeno de valorização da língua e da cultura.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Mianmar Não alcançado
|
100%
|
115.000 |
A vida dos tai laing se organiza em comunidades de aldeia, muitas delas às margens de rios, enquanto outras se estendem ao longo da ferrovia que atravessa o Estado de Kachin. Rios e trilhos marcam o modo como as famílias se deslocam e se encontram.
Convivem diariamente com a língua birmanesa, que domina a escola e a administração, e com vizinhos de outras etnias. A língua tai laing é transmitida em casa e na comunidade, e usa uma variante própria da escrita birmanesa. Não é ensinada nas escolas, e por isso a preservação da língua depende muito das famílias e dos poucos esforços culturais locais.
A fé predominante entre os tai laing é o budismo, vivido como parte natural da identidade do povo e da vida da aldeia. O templo e os monges ocupam lugar central no calendário comunitário, nas festas e nos momentos importantes da família, de modo que ser tai laing e ser budista parecem, para a maioria, uma só coisa.
Por isso, a pergunta sobre Jesus raramente é apenas uma questão de crença pessoal: ela toca a lealdade à família, à aldeia e à herança recebida dos antepassados. Para a maioria, a fé é herdada da família, e mudar de religião pode ser visto como afastar-se da comunidade.
Para os tai laing, a Escritura na língua do coração ainda é rara. Existem apenas porções da Bíblia, e o povo não conta com a Palavra completa em sua própria língua. Como o idioma não é ensinado nas escolas e tem escrita de uso limitado, muitos têm pouca prática de leitura nele, o que torna os recursos orais e em áudio especialmente valiosos. Boa parte do acesso ao evangelho acontece em birmanês ou em línguas vizinhas, o que nem sempre alcança o coração.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Etapa atual
- 3 Novo Testamento Ainda falta
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
A principal barreira é a identidade: o budismo está tão entrelaçado com o ser tai laing que seguir Cristo pode parecer abandonar o próprio povo. Soma-se a isso o fato de a língua ter pouca presença escrita e de a Escritura disponível ser limitada. A dispersão em aldeias ribeirinhas e a longa instabilidade em partes do noroeste de Mianmar dificultam a presença contínua de cristãos e de igrejas que falem a língua e conheçam a cultura do povo.
Os tai laing precisam, antes de tudo, de ouvir a boa notícia de Jesus em sua própria língua, por pessoas que respeitem sua cultura e caminhem ao seu lado. São necessários materiais em áudio e escritos que reflitam o modo como realmente falam, e tradutores capazes de levar a Palavra com fidelidade.
Há também a necessidade de valorização e preservação do idioma, de acesso à educação e de comunidades de fé que acolham quem decida seguir Jesus, para que ninguém caminhe sozinho. Discipulado paciente e amizade duradoura são fundamentais.
Ore por Tai Laing
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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