Povo não alcançado Fronteira

Tatar, Tobol-Irtysh Siberian

População150 mil
IdiomaSiberian Tatar
ReligiãoIslã
Não alcançado
0%
Evangélicos
Povos TúrquicosUral-Siberiano
Quem são

Os tártaros siberianos do Tobol-Irtysh são um dos ramos mais numerosos dos tártaros da Sibéria, vivendo nas bacias dos rios Irtysh e Tobol, nas regiões de Omsk e Tiumen, no oeste da Rússia. Ao lado deles, outros ramos do mesmo povo, como os tártaros de Barabá e de Tomsk, ocupam áreas vizinhas da planície siberiana ocidental.

Descendem de um encontro antigo entre povos ugrianos, samoiedos e turcos que se estabeleceu ao longo de séculos nessa região. Falam um dialeto próprio da língua tártara siberiana, distinto do tártaro falado na região do Volga, e mantêm uma identidade ligada à terra, aos rios e às florestas onde vivem há gerações, com o comércio e a tradição oral ocupando lugar importante em sua cultura. Sua história está entrelaçada à memória de um antigo canato siberiano que precedeu a chegada dos russos à região.

História e origem

Os ancestrais dos tártaros siberianos formaram-se do encontro entre grupos ugrianos, samoiedos e turcos que penetraram a planície siberiana ocidental, movimento que se intensificou entre os séculos XI e XII com a chegada de povos turcos da Ásia Central. Desse encontro nasceu, no século XIV, um canato siberiano com centro na atual cidade de Tiumen, que organizou política e culturalmente os tártaros da região por séculos.

A chegada de colonos russos ao fim do século XVI encerrou a autonomia desse canato e trouxe os tártaros siberianos para dentro do império russo, mas suas aldeias nas bacias do Irtysh e do Tobol permaneceram habitadas pelo mesmo povo até hoje.

Onde vivem
1
País
150 mil
População
PaísParcela do povoPopulação
Rússia Não alcançado
100%
150.000
Como vivem

Muitas famílias tártaras siberianas ainda vivem em aldeias remotas nas margens dos rios Irtysh e Tobol, algumas isoladas boa parte do ano pelo terreno pantanoso e pela neve. A pesca em lagos e rios, a caça e a coleta de frutas silvestres da floresta seguem centrais na vida cotidiana, ao lado de hortas de batata, cevada e ervilha cultivadas nos curtos verões siberianos.

O trabalho em couro, a trança de cordas e cestos, e a talha de madeira para barcos, trenós e utensílios domésticos mantêm vivos ofícios transmitidos de geração em geração. A vida em aldeia reforça laços de vizinhança e ajuda mútua diante do clima rigoroso.

No que creem

A grande maioria dos tártaros siberianos se identifica como muçulmana sunita, ainda que essa fé seja vivida, para muitos, de forma mais cultural do que doutrinária. O islã está profundamente ligado ao que significa ser tártaro, de modo que a identidade étnica e a religiosa quase se confundem, mesmo quando a prática cotidiana da oração e do jejum é distante e desigual entre as famílias.

Sob essa camada islâmica, porém, persistem crenças e práticas herdadas do xamanismo dos ancestrais, incluindo um temor a espíritos e forças invisíveis que continua moldando decisões e comportamentos. O festival sazonal do sabantuy, celebrado até hoje com jogos e competições, guarda raízes em tradições agrárias anteriores à chegada do islã à região.

Religiões dos não alcançados
Islã95%
Não-religioso5%
Idioma e Bíblia

A Bíblia completa existe há tempos no idioma tártaro padrão, mas os tártaros siberianos falam um dialeto próprio, hoje considerado ameaçado, para o qual as Escrituras chegaram apenas em porções: o livro de Jonas, depois Rute e Ester, e mais recentemente o Evangelho de Marcos. A maior parte do povo ainda não teve contato direto com esses textos em sua própria fala.

Progresso do evangelho entre os não alcançados
Cristãos (todas as tradições)0%
Evangélicos0%
Barreiras ao evangelho

O islã sunita, mesmo vivido de forma nominal por boa parte do povo, funciona como fronteira cultural e afetiva diante do evangelho: mudar de fé é visto como romper com a identidade tártara. A isso soma-se o peso do xamanismo herdado dos ancestrais, que alimenta um medo do mundo espiritual difícil de superar com argumentos. O isolamento de aldeias que ficam meses sem acesso fácil ao resto do país aprofunda essa distância.

Necessidades

O isolamento geográfico de muitas aldeias tártaras siberianas dificulta o acesso a serviços básicos, educação e, sobretudo, a qualquer contato com uma comunidade cristã. Há grande necessidade de recursos em áudio e vídeo que superem as barreiras de alfabetização e cheguem a quem vive longe de centros urbanos.

Também falta ao povo uma presença cristã próxima, capaz de conviver, aprender sua língua e conquistar a confiança necessária para compartilhar o evangelho com respeito à cultura local, ajudando os poucos que já creem a crescer como discípulos.

Sinais de esperança

Nos últimos anos, partes das Escrituras passaram a existir pela primeira vez no dialeto siberiano do povo: o livro de Jonas, depois Rute e Ester, e mais recentemente o Evangelho de Marcos. É um passo ainda pequeno, mas concreto, na direção de o povo ouvir a Palavra em sua própria fala.

Pelo que orar
Interceda por este povo
Por crentes dispostos a viver entre o povo, aprender sua língua e construir relações de confiança.
Por proteção do Espírito Santo sobre os tártaros siberianos que já creem em Jesus.
Por mais porções das Escrituras traduzidas para o dialeto siberiano do povo.
Por recursos em áudio e vídeo que alcancem aldeias isoladas nas margens do Irtysh e do Tobol.
Por famílias inteiras encontrando esperança em Cristo apesar do isolamento e do inverno rigoroso.
Pelo surgimento de uma igreja genuinamente tártara siberiana, enraizada na cultura do povo.

Ore por Tatar, Tobol-Irtysh Siberian

Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.

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