Povo
Os Tsohom-Djapa são um pequeno povo indígena da Amazônia brasileira, ligado à Terra Indígena Vale do Javari, no estado do Amazonas. Seu nome vem do idioma kanamari: tsohom designa o tucano e djapa, um conjunto de famílias extensas, o que dá a ideia de “povo do tucano”.
Vivem entre os rios Jutaí e Jandiatuba, na região das cabeceiras do Jutaí e do Itaquaí, entre dois conjuntos de populações kanamari. Falam uma língua da família katukina, muito próxima do kanamari e da língua dos Katukina do rio Biá.
Poucas pessoas de fora sabem algo sobre eles. Embora a Funai os considere isolados, alguns mantêm contatos esporádicos com os Kanamari e, de vez em quando, com moradores não indígenas da região. É um povo discreto, que escolheu, ou foi levado a escolher, a distância como forma de proteção.
Pouco se sabe sobre como os Tsohom-Djapa se estabeleceram na região, mas provavelmente deixaram a bacia do Jutaí por volta de 1912. Por volta de 1920, um conflito interno levou à morte do chefe Txiwi, e parte do grupo, liderada por seu filho, mudou-se para as cabeceiras do igarapé Dávi.
Nas décadas de 1950 e 1960 houve relações com seringueiros e madeireiros, algumas duradouras, outras marcadas por violência, o que ajuda a explicar a preferência pelo isolamento. No fim dos anos 1970 e início dos 1980, moradores não indígenas relataram encontros amistosos, nos quais pediam sal e trocavam carne de caça por ferramentas de metal. Nos anos 1980, as prospecções de petróleo na região contribuíram para que o grupo se afastasse dos rios Curuena e Jandiatuba.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Brasil Pouco alcançado
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100%
|
100 |
Muito da vida cotidiana dos Tsohom-Djapa permanece pouco documentado, e é justo reconhecer que a maior parte do que se sabe vem de relatos de vizinhos e de moradores da região, e não deles próprios.
O que se registra mostra um povo que vive da floresta e da caça e que escolhe com cuidado o que aceita do mundo exterior. Em encontros com não indígenas, pediam sal e trocavam carne de caça por ferramentas de metal. Mantêm laços esporádicos com os Kanamari, cuja língua é próxima da sua, e o termo djapa, que compõe seu nome, designa um conjunto de famílias extensas, indício de uma vida organizada em torno da parentela. Parte do grupo vive em relativo isolamento, o que explica por que tão pouco chegou até nós.
Sobre a vida espiritual dos Tsohom-Djapa há muito pouco registro, e nenhuma descrição própria de suas crenças foi publicada. Por isso é mais respeitoso reconhecer o que não sabemos do que atribuir a eles práticas de outros povos.
As estimativas gerais indicam que seguem religiões tradicionais, mas não há detalhes confiáveis sobre mitos, rituais, cuidados com a saúde ou o modo como entendem a floresta e os seres que nela habitam. Seu isolamento e o contato esporádico com os vizinhos kanamari fazem com que essa dimensão da vida permaneça, em grande parte, fora do alcance de quem está de fora, e merece ser tratada com cautela e reverência.
Não há Escritura publicada na língua dos Tsohom-Djapa. Existe um trabalho de tradução bíblica iniciado em kanamari, língua próxima e aparentada, que pode servir de ponte para quem compreende essa língua.
Como o grupo é pequeno, vive em parte isolado e tem contato esporádico com os vizinhos, a Palavra provavelmente só chegará a eles de forma oral e por meio de relações de confiança com os Kanamari que os conhecem, na língua que realmente entendem.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Etapa atual
- 2 Porções Ainda falta
- 3 Novo Testamento Ainda falta
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
A principal barreira é a distância: vivem em floresta de difícil acesso, em parte isolados, e mantêm pouco contato com o exterior. Sua língua tem pouquíssima documentação, o que dificulta qualquer comunicação do evangelho. Somam-se a isso a memória de encontros violentos com seringueiros e madeireiros e o tamanho muito reduzido do grupo, que torna incerto seu futuro como povo distinto.
Os Tsohom-Djapa precisam, antes de tudo, de proteção do território onde caçam e coletam, e de respeito à sua decisão sobre o contato com o mundo de fora. A saúde é uma preocupação real para povos pequenos e pouco expostos a doenças comuns fora da floresta.
Espiritualmente, precisam que o evangelho chegue de modo digno e respeitoso, na língua que entendem, por meio de relações de confiança e sem pressa, algo que só se constrói com os vizinhos kanamari que os conhecem.
Ore por Tsohom-Djapa
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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