Tujia

Terry Feuerborn - Flickr, CC BY-NC 2.0, via Joshua Project

Povo não alcançado

Tujia

População9,6 mi
IdiomaChines, Mandarin
ReligiãoReligiões Étnicas
Não alcançado
1%
Evangélicos
Povos Tibetanos/HimalaiosTibeto-Birmano, outro
Quem são

Os tujias vivem nas montanhas e vales onde se encontram as províncias de Hunan, Hubei, Guizhou e o município de Chongqing, no centro-sul da China. Descendem do antigo povo ba, cujo reino foi absorvido pelo território chinês séculos antes de Cristo, e por muito tempo mantiveram língua e costumes próprios nas terras altas onde se refugiaram. O contato cada vez mais estreito com a maioria han, sobretudo depois que administradores da corte substituíram os antigos chefes locais, foi apagando aos poucos a língua tujia, hoje falada por uma pequena parcela do povo. Ainda assim, permanecem vivos o culto aos antepassados, o artesanato têxtil, a dança das mãos e um forte senso de pertencer a uma linhagem própria, distinta da han, mesmo quando o mandarim já é a língua do dia a dia.

História e origem

A identidade tujia remonta ao povo ba, que teve reino próprio na região de Chongqing até ser vencido pelo estado de Qin, no século III antes de Cristo. Dali, famílias ba migraram para o leste e se fixaram nas montanhas onde hoje moram seus descendentes, absorvendo costumes das populações locais e formando aos poucos um povo distinto.

Durante séculos, a região foi governada por chefes locais reconhecidos pelo império, o que preservou certa autonomia tujia. As reformas do século XVIII, que substituíram esses chefes por administradores enviados diretamente pela corte, abriram caminho para uma forte migração han e para o abandono gradual da língua e de parte dos costumes próprios.

Onde vivem
1
País
9,6 mi
População
PaísParcela do povoPopulação
China Não alcançado
100%
9.588.000
Como vivem

Vivem em vales e montanhas na fronteira entre Hunan, Hubei, Chongqing e Guizhou, muitos ainda em casas de madeira sobre pilotis erguidas nas encostas. A agricultura de milho, arroz e chá sustenta boa parte das famílias, ao lado do artesanato: o tecido xilankapu, bordado à mão com flores e símbolos, é peça central do enxoval de toda jovem tujia e hoje também obra de arte reconhecida em toda a China.

A dança das mãos, com dezenas de gestos que narram o plantio, a colheita e a vida de cada dia, ainda reúne gerações em festas e casamentos. A honra da família e o vínculo com os antepassados orientam decisões importantes, do casamento à construção da casa.

No que creem

A fé tujia gira em torno dos antepassados e de um panteão de espíritos ligados à terra, à casa e aos ofícios do dia a dia. O tigre branco ocupa lugar central: muitas famílias se dizem descendentes dele e o veneram como protetor contra o mal, ao lado de Fuxi e Nüwa, o casal original de quem creem descender toda a humanidade.

Xamãs chamados timo lideram cerimônias de purificação e afastamento de espíritos maus, além de guardar de memória os relatos, cantos e ritos que atravessam gerações. Essas práticas convivem, sem conflito, com elementos do budismo e da religiosidade popular chinesa mais ampla.

Religiões dos não alcançados
Religiões Étnicas78,9%
Não-religioso20%
Cristianismo1,1%
Idioma e Bíblia

Os tujias de hoje falam majoritariamente mandarim, e é por essa língua, ou por um idioma tribal vizinho, que qualquer mensagem cristã pode chegar até eles: sua própria língua nunca teve uma tradução bíblica e é falada por uma parcela cada vez menor do povo. Isso torna música, cantos e pequenas encenações caminhos mais naturais do que um texto lido, algo que se possa guardar de cor e repassar sem parecer estranho à cultura tujia.

A Bíblia na língua deste povo

Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.

Chinês, Mandarim Bíblia completa
Gravações em áudio Disponível Filme Jesus Disponível

Dados de tradução: Joshua Project.

Progresso do evangelho entre os não alcançados
Cristãos (todas as tradições)1,1%
Evangélicos1%
Barreiras ao evangelho

Ser tujia, hoje, é sobretudo ser descendente do tigre branco e herdeiro dos ritos que ligam a família aos ancestrais. Abraçar Jesus é lido como abandonar essa linhagem e romper com os espíritos que protegem casa e clã. Some-se a isso a quase total absorção pela cultura han: a língua original sobrevive em uma pequena parcela do povo, o que deixou a fé cristã sem qualquer testemunho na própria língua tujia e sem comunidade que a apresente como algo que pertence a esse povo, e não como algo estrangeiro.

Necessidades

Depois de gerações de assimilação, muitas famílias tujias mal reconhecem hoje o que as distingue de seus vizinhos han, e a língua que carregava sua história está à beira de desaparecer, viva em uma pequena parcela de falantes mais velhos. Precisam de quem valorize essa herança sem tratá-la como curiosidade folclórica, e de quem lhes apresente Jesus de um jeito que não peça a eles trocar de povo para segui-lo.

Faltam também discipulado e comunidade: onde existem tujias que já creem, poucos têm ao lado alguém que os acompanhe e ensine as Escrituras de forma constante.

Pelo que orar
Interceda por este povo
Pela salvação do povo tujia, hoje sem nenhuma igreja estabelecida entre eles.
Pela salvação do povo tujia, hoje sem nenhuma igreja estabelecida entre eles.
Por tradutores e músicos que levem o evangelho em cantos e histórias que soem familiares, não estrangeiros.
Por famílias tujias abertas a conhecer a Jesus sem medo de trair seus antepassados.
Por obreiros que amem a cultura tujia e sirvam entre eles com paciência e respeito.
Por obreiros que amem a cultura tujia e sirvam entre eles com paciência e respeito.
Pelo nascimento de uma comunidade forte de cristãos tujias nesta década.
Pelo nascimento de uma comunidade forte de cristãos tujias nesta década.

Ore por Tujia

Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.

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