Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os Turiwara são um povo indígena que pertence à grande família linguística Tupi-Guarani e que vive no norte do Brasil, na região do estado do Pará, na bacia dos rios Acará e Moju, afluentes que deságuam não muito ao sul da foz do rio Guamá. Sua história está profundamente entrelaçada com a de povos vizinhos, especialmente os Tembé, com quem conviveram por gerações e cuja língua, o Tenetehara, muitos passaram a falar ao longo do tempo.
Referências históricas registram a presença dos Turiwara já no início do século XIX, em uma trajetória marcada por deslocamentos, perda de território e contatos por vezes difíceis com a sociedade envolvente. Ao longo das décadas, parte do povo migrou e conviveu com outros grupos, mantendo viva, ainda que sob pressão, a consciência de sua identidade própria como Turiwara.
Hoje os Turiwara formam uma população pequena, estimada em cerca de 60 pessoas, segundo os dados disponíveis. A língua tradicional Turiwara, do tronco Tupi-Guarani, encontra-se em situação muito fragilizada, e o cotidiano da comunidade passou a ser marcado pelo uso do português e da língua dos povos com quem partilham o território. Ainda assim, permanecem reconhecidos como um povo distinto, herdeiros de uma memória e de um nome próprios.
| País | Parcela do povo | Local | População |
|---|---|---|---|
Brasil
|
100% | 60 |
Como muitos povos da Amazônia oriental, os Turiwara tiram seu sustento da terra e das águas que os cercam. A roça de mandioca é a base da alimentação, complementada por outros cultivos, pela caça, pela coleta de frutos da floresta e pela pesca nos rios da região. A vida se organiza em torno da família e das relações de parentesco, e o conhecimento sobre a mata, os ciclos das águas e o preparo dos alimentos é transmitido de geração em geração.
Sendo um povo numericamente muito reduzido e tendo convivido de perto com outros grupos indígenas e com a sociedade não indígena, os Turiwara enfrentam grandes desafios para preservar sua identidade, sua memória e elementos próprios de sua cultura. A pressão sobre os territórios, a perda gradual da língua tradicional e a dificuldade de afirmar publicamente quem são pesam sobre a comunidade, que segue resistindo e buscando manter vivos os laços que os definem como povo.
A religião predominante entre os Turiwara está ligada às tradições espirituais próprias dos povos indígenas, transmitidas oralmente ao longo das gerações. Trata-se de uma cosmovisão em que o mundo visível e o invisível se entrelaçam, em que a floresta, os rios, os animais e os antepassados ocupam um lugar central, e em que os sonhos, os sinais da natureza e a palavra dos mais velhos orientam a vida da comunidade.
Nessa visão de mundo, o sagrado não está distante: ele se manifesta no cuidado com a terra, nas práticas herdadas dos ancestrais e no sentido de pertencimento que une as pessoas entre si e ao lugar onde vivem. O Evangelho de Jesus Cristo ainda é praticamente desconhecido entre eles, e não há registro de uma comunidade cristã estabelecida nem de Escrituras traduzidas em sua língua tradicional.
Os Turiwara são um povo pequeno e fragilizado, que carrega o peso de uma longa história de deslocamentos e de ameaças à sua identidade. Sua maior necessidade espiritual é poder conhecer o amor de Deus revelado em Jesus Cristo, de uma forma que respeite e valorize quem eles são. No plano prático, anseiam por segurança territorial, pelo reconhecimento de sua dignidade como povo, pela preservação de sua memória e de sua língua, e por condições básicas de saúde e bem-estar. Que possam encontrar esperança e vida abundante sem precisar abrir mão daquilo que os faz Turiwara.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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