Amom era a nação dos amonitas, descendentes de Ben-Ami, filho de Ló nascido depois da destruição de Sodoma e Gomorra. Seu território ficava a leste do rio Jordão, entre os rios Arnom e Jaboque, com Rabá como cidade principal.
Ao longo do Antigo Testamento, os amonitas aparecem quase sempre como adversários de Israel. Adoravam o deus Milcom, também chamado Moloque, ligado a sacrifícios cruéis.
O juiz Jefté enfrentou e derrotou os amonitas depois de tentar um acordo de paz. Mais tarde, o rei Davi enviou mensageiros de boa vontade, foi humilhado pelo rei Hanum e respondeu com uma guerra que terminou no cerco e na queda de Rabá.
Foi durante esse cerco que Urias, o hitita, morreu por ordem de Davi, um dos episódios mais sombrios do seu reinado. Séculos depois, profetas como Jeremias, Ezequiel, Amós e Sofonias anunciaram juízo sobre Amom por sua hostilidade e orgulho contra o povo de Deus.
Ainda assim, Jeremias registra uma promessa surpreendente: um dia o Senhor restauraria a sorte dos amonitas. Mesmo um povo marcado pela inimizade com Israel permanece dentro do alcance da misericórdia de Deus.
