O Hermom é o pico mais alto da cordilheira do Antilíbano, com quase 2.814 metros de altitude, coberto de neve boa parte do ano. Suas águas alimentam nascentes que descem para o rio Jordão.
Na conquista narrada por Moisés e depois por Josué, o Hermom marcava o limite norte da terra tomada dos reis amorreus. Os amorreus o chamavam Senir; os sidônios, Siriom.
Antes disso, cananeus cultuavam Baal em seu topo, por isso a Bíblia também o chama de Baal-Hermom. O nome hebraico está ligado à ideia de algo consagrado ou proibido.
Os poetas de Israel usaram o Hermom como imagem de grandeza e bênção. Seu orvalho farto ilustrava a unidade entre irmãos, e seus picos cantavam louvor ao Criador ao lado do Tabor. Cântico dos Cânticos o descreve como um lugar remoto, guardado por leões e leopardos.
Aos pés do Hermom ficava Cesareia de Filipos, onde Pedro confessou Jesus como o Cristo. Alguns estudiosos sugerem que a Transfiguração, seis dias depois, tenha ocorrido numa de suas encostas, embora a tradição mais antiga aponte para o monte Tabor.
