Quem já se sentiu inseguro por saber que ainda tem muito a aprender, mesmo depois de anos estudando e ensinando algo que ama? Apolo viveu isso: um pregador brilhante que precisou aceitar correção para se tornar ainda mais útil a Deus.
Apolo era um judeu nascido em Alexandria, no Egito, cidade famosa por sua cultura e por uma grande comunidade judaica. Ele chegou a Éfeso conhecendo bem as Escrituras e falando com fervor sobre Jesus, mas seu entendimento do evangelho ainda era incompleto: conhecia apenas o batismo de João.
Foi ali que Priscila e Áquila, um casal que trabalhava com tendas, o ouviram pregar na sinagoga. Em vez de expô-lo em público, convidaram-no para casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus. Apolo recebeu a correção sem orgulho, mesmo já sendo reconhecido como culto e eloquente.
Fortalecido nesse ensino, ele seguiu para a Acaia, na Grécia, levando uma carta de recomendação dos irmãos de Éfeso. Em Corinto, ajudou muito os que já haviam crido pela graça e refutava os judeus em debates públicos, provando pelas Escrituras que Jesus é o Cristo.
Seu trabalho em Corinto continuou o que Paulo havia começado, mas alguns cristãos passaram a se apegar ao nome de Apolo, formando um grupo que rivalizava com os seguidores de Paulo. Apolo não buscou esse protagonismo. O próprio Paulo resumiu o que realmente aconteceu: Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem dá o crescimento.
Anos depois, Paulo pediu que Apolo visitasse Corinto outra vez. Ele preferiu esperar o momento certo, e Paulo respeitou essa decisão. Não há registro de rixa entre os dois. Paulo o chama de irmão e, mais tarde, pede que Tito o ajude em uma viagem.
A vida de Apolo mostra que talento e conhecimento bíblico não dispensam humildade para aprender mais, e que ser usado por Deus não exige buscar seguidores para si mesmo. Plantar, regar ou colher são papéis diferentes na mesma obra; o crescimento sempre vem de Deus, nunca do pregador.
