A queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024 e a tomada do poder pelo grupo jihadista Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) produziram consequências devastadoras para a comunidade cristã síria. De acordo com o Relatório da Lista de Vigilância Mundial 2026 da Open Doors, a pontuação de violência da Síria disparou de 7 para 16,1 em uma escala máxima de 16,7 — o maior salto registrado para qualquer país em um único ano. O que foi um regime brutal que ao menos tolerava a presença cristã deu lugar a um regime jihadista que trata cristãos como inimigos.
Antes da guerra civil, a Síria abrigava uma das comunidades cristãs mais antigas e vibrantes do Oriente Médio, com raízes que remontam ao período apostólico. Antigas cidades como Malula — onde ainda se fala o aramaico, o idioma de Jesus — foram alvo de ataques brutais. Com a nova conjuntura pós-Assad, missionários e organizações cristãs relatam que muitos cristãos sírios que haviam resistido à guerra civil estão agora fugindo às pressas, temendo a implementação da sharia islâmica rígida. Igrejas históricas têm sido confiscadas, convertidas em mesquitas ou destruídas.
Apesar do êxodo, organizações missionárias mantêm redes de suporte discretas para os cristãos que optam por ficar, providenciando assistência financeira de emergência, apoio pastoral remoto e recursos para facilitar a fuga em situações de perigo imediato. O testemunho cristão na Síria — um dos berços do próprio cristianismo — é hoje sustentado por irmãos que literalmente arriscam a vida para não abandonar sua pátria espiritual.
Ore pelos cristãos sírios que enfrentam a decisão devastadora entre ficar e arriscar a vida ou partir e perder tudo. Interceda pela preservação das igrejas e dos patrimônios cristãos históricos da Síria. Clame a Deus para que o novo governo sírio respeite os direitos das minorias religiosas. Que as nações que recebem refugiados cristãos sírios os acolham com amor e que a Igreja síria seja restaurada em seu testemunho histórico.


