Povo
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Povo não alcançado Fronteira
Os adigues, também chamados de circassianos, são um povo originário do noroeste do Cáucaso que hoje vive majoritariamente na Turquia, onde formam a maior comunidade da diáspora fora de sua terra ancestral. Falam o adigue, língua do ramo noroeste caucasiano, e mantêm viva uma identidade forjada por séculos de história na montanha e por um exílio em massa que espalhou o povo por diversas partes do antigo Império Otomano.
Estão presentes principalmente na Anatólia central e ocidental, em províncias como Kayseri, Tokat e Kahramanmaraş, além de outras regiões do país. No dia a dia, a maioria fala turco, reservando o adigue como língua de família e de memória. Mesmo distantes do Cáucaso há gerações, preservam com orgulho a língua, os costumes e um forte senso de honra que atravessa a experiência do deslocamento.
Os adigues dominavam historicamente a região montanhosa do noroeste do Cáucaso, no que hoje é a Rússia. A conquista russa da área e a grande revolta entre 1825 e 1864 provocaram um dos maiores êxodos em massa da história moderna: cerca de um milhão e meio de circassianos deixaram sua terra natal, a maioria rumo à Turquia e a outras partes do Império Otomano, incluindo o Oriente Médio.
Esse deslocamento forçado espalhou o povo em comunidades remanescentes por vários países, deixando apenas fragmentos da população original no Cáucaso. Séculos antes, sob influência georgiana e bizantina, muitos adigues haviam se tornado cristãos, mas a crescente presença otomana fez o islã substituir gradualmente essa fé.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Turquia Não alcançado
|
28,4%
|
130.000 |
Rússia Não alcançado
|
24,2%
|
111.000 |
Jordânia Não alcançado
|
22,9%
|
105.000 |
Iraque Não alcançado
|
10%
|
46.000 |
Síria Não alcançado
|
7%
|
32.000 |
Egito Não alcançado
|
3,5%
|
16.000 |
Estados Unidos Não alcançado
|
2,1%
|
9.500 |
Israel Não alcançado
|
1%
|
4.400 |
Alemanha Não alcançado
|
0,5%
|
2.100 |
Sérvia Não alcançado
|
0,4%
|
2.000 |
A vida social gira em torno do Xabze, um código de conduta transmitido oralmente que rege desde o respeito aos mais velhos e às mulheres até as regras de hospitalidade e a resolução de conflitos. Um conselho de anciãos e um coordenador regional ajudam a preservar esses costumes nas comunidades espalhadas pela Anatólia.
Receber bem o visitante é considerado um dever quase sagrado: um hóspede é tratado como convidado de toda a vizinhança, não só da família que o recebe. Mesmo depois de gerações vivendo fora do Cáucaso, muitos adigues mantêm a língua, as danças tradicionais e essa etiqueta social como marcas centrais de sua identidade.
A grande maioria dos adigues se identifica como muçulmana sunita, fé que se tornou parte inseparável da identidade circassiana ao longo dos séculos sob domínio otomano. Praticar o islã é, para muitos, tão central à noção de pertencer ao povo quanto falar a própria língua ou seguir o Xabze.
Essa fusão entre religião e etnia remonta a um passado mais antigo e diverso: séculos atrás, sob influência georgiana e bizantina, comunidades inteiras de circassianos professavam o cristianismo, um capítulo hoje quase apagado da memória coletiva do povo. Ainda assim, essa herança cristã mostra que a identidade adigue não nasceu unida ao islã, mas foi moldada por camadas sucessivas de história e de contato com impérios vizinhos.
O Novo Testamento em adigue foi publicado no início da década de 1990 e já circula entre falantes da língua, junto de alguns livros do Antigo Testamento traduzidos desde então. A tradução completa das Escrituras segue em andamento. Entre os adigues da Turquia, porém, o idioma do dia a dia costuma ser o turco, e o acesso a esse material bíblico na língua ancestral ainda é limitado fora dos círculos mais ligados à cultura circassiana.
Ser adigue está historicamente ligado a ser muçulmano: abraçar a fé cristã costuma ser visto como abandonar a própria identidade e trair a memória do povo. A dispersão pelo Império Otomano fragmentou as comunidades em pequenos bolsões distantes entre si, dificultando qualquer contato contínuo com igrejas ou crentes. Sem uma comunidade cristã local de referência, cada adigue que se aproxima do evangelho enfrenta esse caminho de forma isolada.
Como povo disperso em pequenas comunidades distantes umas das outras, os adigues carecem de espaços onde a fé cristã possa ser vivida e compartilhada em sua própria língua e cultura, sem a exigência implícita de deixar de ser quem são. Falta também um caminho claro e acessível pelo qual um adigue interessado no evangelho possa aprender mais sem se expor a rejeição social.
A televisão, o rádio e a internet cristãos surgem como meios aos quais esse povo já tem acesso fácil no cotidiano, o que os torna um canal valioso para que a mensagem do evangelho chegue até eles de forma discreta e respeitosa.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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