Árabe Sírio +28

James Gordon - Wikimedia, CC BY 2.0, via Joshua Project

Povo não alcançado

Árabe Sírio

População23,5 mi
IdiomaÁrabe Levantino
ReligiãoIslã
Não alcançado
0,3%
Evangélicos

Onde o evangelho ainda não chegou a este povo

23,2 mi pessoas deste povo vivem em países onde ele segue não ou pouco alcançado:

Ore por estes 23,2 mi
Quem são

Os árabes sírios são o povo de língua árabe do Levante que viveu por gerações nas cidades, planícies e vilas da Síria. Damasco e Alepo, duas das cidades habitadas há mais tempo no mundo, moldaram uma identidade urbana, comerciante e letrada, orgulhosa da própria cozinha, da música, da poesia e da hospitalidade. Para muitos, ser sírio é antes de tudo pertencer a uma cidade, a uma família e a uma casa de portas abertas.

O árabe levantino que falam no dia a dia soa familiar a libaneses, palestinos e jordanianos, com quem partilham muitos costumes. Entre eles há sunitas, cristãos de várias igrejas históricas e outras comunidades, que por séculos dividiram ruas, mercados e festas. A guerra iniciada em 2011 espalhou milhões de sírios por países vizinhos, pelo Golfo, pela Europa e pelas Américas. Hoje a memória da casa deixada para trás une famílias que vivem em lugares muito distantes entre si.

História e origem

O território onde vivem foi berço de reinos e impérios antigos, passando por arameus, gregos, romanos e bizantinos. Foi em Antioquia, na Síria de então, que os seguidores de Jesus receberam pela primeira vez o nome de cristãos. No século VII, a chegada do islã e do árabe transformou a língua e a fé da maioria, e Damasco tornou-se a capital de um grande califado.

Séculos de domínio otomano precederam a criação da Síria moderna no século XX. As décadas recentes de conflito provocaram a maior dispersão da história do povo, criando comunidades sírias em dezenas de países.

Onde vivem
31
Países
23,5 mi
População mundial
PaísParcela do povoPopulação
Síria Pouco alcançado
66,7%
15.693.000
Turquia Não alcançado
8,5%
2.000.000
Argentina Pouco alcançado
6,4%
1.504.000
Alemanha Pouco alcançado
3,6%
845.000
Líbano Pouco alcançado
3,1%
718.000
Jordânia Pouco alcançado
3%
712.000
Catar Não alcançado
1,2%
292.000
França Pouco alcançado
1,1%
265.000
Arábia Saudita Não alcançado
1%
242.000
Estados Unidos Superficialmente alcançado
0,8%
196.000
Kuwait Pouco alcançado
0,8%
194.000
Sudão Pouco alcançado
0,5%
122.000
Países Baixos Pouco alcançado
0,5%
121.000
México Pouco alcançado
0,5%
113.000
Canadá Superficialmente alcançado
0,3%
82.000
Emirados Árabes Unidos Não alcançado
0,2%
56.000
Reino Unido Pouco alcançado
0,2%
49.000
Dinamarca Pouco alcançado
0,2%
46.000
Noruega Pouco alcançado
0,2%
39.000
Iraque Não alcançado
0,2%
38.000
Suécia Pouco alcançado
0,1%
30.000
Suíça Não alcançado
0,1%
24.000
Tunísia Não alcançado
0,1%
24.000
Nigéria Pouco alcançado
0,1%
23.000
Senegal Pouco alcançado
0,1%
17.000
Finlândia Pouco alcançado
0,1%
16.000
Palestina Não alcançado
0,1%
16.000
Bélgica Não alcançado
0,1%
15.000
Chipre Pouco alcançado
0,1%
15.000
Panamá Pouco alcançado
0%
8.800
Grécia Pouco alcançado
0%
8.000
Como vivem

A família é o centro da vida. Várias gerações costumam viver próximas, e as decisões importantes, como casamentos e negócios, passam pelo conselho dos mais velhos. Receber bem é questão de honra: o visitante é servido de café, chá e doces antes de qualquer conversa séria. Tradicionalmente, muitos sírios trabalharam no comércio, no artesanato, na agricultura e em ofícios urbanos antigos, como os tecidos de Damasco e o sabão de Alepo.

A mesa é motivo de orgulho. Kibe, homus, tabule, esfiha e sobremesas de massa folhada com nozes e mel marcam as festas e os encontros de família. Antes da guerra, as noites de verão reuniam vizinhos em pátios e terraços. Na dispersão, muitos preservam esses hábitos como forma de manter viva a casa de origem.

No que creem

A maioria dos árabes sírios é muçulmana, sobretudo sunita, e o islã molda o calendário, as festas, o jejum do Ramadã e as etapas da vida familiar. A fé costuma ser vivida mais como herança comunitária e prática cotidiana do que como debate teológico. Orações, bênçãos, visitas a santuários e expressões como “se Deus quiser” fazem parte do ritmo natural da conversa.

Há também uma presença cristã antiga, ligada a igrejas ortodoxas, católicas e outras tradições históricas, e a convivência entre comunidades marcou a vida dos bairros por muito tempo. Em geral, religião e identidade familiar andam juntas: mudar de fé costuma ser visto como afastar-se da própria família e da comunidade, e isso pesa muito em qualquer decisão espiritual.

Religiões dos não alcançados
Islã95%
Cristianismo5%
Idioma e Bíblia

A Escritura circula há muito tempo em árabe, sobretudo em traduções no árabe padrão, a língua dos livros, da escola e da liturgia. O que falta é a Palavra na fala do coração: o árabe levantino do cotidiano conta com porções e o Novo Testamento, mas não com a Bíblia completa. Muitos ouvem a Escritura como algo distante, de registro formal. Gravações, aplicativos e conteúdos em áudio e vídeo no dialeto do dia a dia ajudam a aproximar a mensagem de quem não lê com facilidade textos clássicos.

A Bíblia na língua deste povo

Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.

Árabe Levantino Novo Testamento completo
Gravações em áudio Disponível Filme Jesus Disponível

Dados de tradução: Joshua Project.

Progresso do evangelho entre os não alcançados
Cristãos (todas as tradições)8,5%
Evangélicos0,3%
Barreiras ao evangelho

Para a maioria, fé e identidade familiar estão entrelaçadas, e deixar o islã pode custar relacionamentos, trabalho e proteção da comunidade. Anos de guerra e desconfiança aumentaram o medo de falar abertamente sobre religião. Há ainda a imagem do cristianismo como religião estrangeira ou de uma minoria, o que dificulta ouvir a mensagem sem preconceito. A dispersão do povo por muitos países, ao mesmo tempo, quebra laços de vizinhança e torna o acompanhamento espiritual mais difícil.

Necessidades

Muitas famílias carregam perdas profundas: casas destruídas, parentes mortos ou separados, anos de deslocamento. Há necessidade de abrigo, saúde, escola para as crianças, trabalho digno e cuidado com o trauma, que atinge adultos e jovens.

Há também uma sede de paz e de sentido que as promessas humanas não saciaram. Os sírios precisam de comunidades acolhedoras, de amizades sinceras e de acesso a uma Palavra compreensível no próprio dialeto, para que encontrem em Cristo esperança que sustente a vida em meio à perda.

Pelo que orar
Interceda por este povo
Por paz duradoura e reconstrução na Síria, com justiça e reconciliação entre as comunidades.
Por consolo e cura do trauma para famílias que perderam casas e entes queridos.
Por refugiados e deslocados sírios, para que encontrem acolhida, abrigo e trabalho digno.
Por Escrituras, áudios e vídeos no árabe levantino do dia a dia, que alcancem o coração.
Por árabes sírios que buscam a verdade, para que encontrem Jesus com segurança e ousadia.
Por proteção e comunhão aos que já creem, espalhados pelo mundo.
Por obreiros sábios e pacientes, que construam amizades verdadeiras com famílias sírias.
Pelo surgimento de comunidades de fé saudáveis entre os próprios árabes sírios.

Ore por Árabe Sírio

Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.

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