Barma bagirmi

Povo não alcançado Fronteira

Barma bagirmi

População176 mil
IdiomaBagirmi
ReligiãoIslã
Não alcançado
0,01%
Evangélicos
Africanos SubsaarianosSara-Bagirmi
Quem são

Os barma, também chamados bagirmi, vivem na região central do Chade, entre a capital N’Djamena e a cidade de Bousso, ao longo do rio Chari. Descendem diretamente dos fundadores do antigo Reino de Bagirmi, um dos grandes sultanatos islâmicos da bacia do lago Chade, e ainda hoje carregam com orgulho essa herança de povo que já teve corte, exército e território próprios, com capital na histórica cidade de Massenya.

Sua língua, o barma (ou tar barma), pertence à família nilo-saariana e os aproxima de povos vizinhos como os sara, os kenga e os bulala. A identidade barma está profundamente ligada à fé islâmica, que molda tanto a vida cotidiana quanto o lugar que ocupam entre os demais povos do Chade, marcando desde os costumes domésticos até a maneira como se relacionam com vizinhos de outras crenças.

História e origem

No início do século XVI, os antepassados dos barma fundaram o Reino de Bagirmi, com capital em Massenya, que por gerações disputou espaço e poder com os impérios vizinhos de Bornu e Wadai. Por um tempo tributário de Bornu, o reino viveu séculos de prosperidade ligados ao comércio e às incursões contra povos do sul, antes de ser finalmente subjugado pelos exércitos islâmicos de Wadai no fim do século XVIII.

Enfraquecido por esses conflitos e, mais tarde, por invasões sudanesas, o antigo reino perdeu de vez sua independência política, mas o povo barma permaneceu na mesma região do rio Chari, preservando a língua, a memória da corte de Massenya e a fé islâmica adotada ainda no século XVI.

Onde vivem
1
País
176 mil
População
PaísParcela do povoPopulação
Chade Não alcançado
100%
176.000
Como vivem

A vida gira em torno da lavoura de sorgo e milheto e da criação de gado, cabras, ovelhas e galinhas às margens do rio Chari. Os homens tradicionalmente cuidavam das maiores plantações de cereais, pescavam, construíam as casas e comercializavam a produção, enquanto as mulheres mantinham hortas menores, cuidavam da casa e dos filhos e produziam artesanato para vender nos mercados locais.

A sociedade barma ainda carrega a marca da antiga organização do reino: famílias de linhagem nobre e oficiais mantêm certo prestígio herdado da corte que um dia governou a partir de Massenya, e a posição social sempre pesou mais pelo lugar que a família ocupava na hierarquia política do que pela riqueza acumulada.

No que creem

Os barma são muçulmanos desde o século XVI, quando o islã se tornou a religião oficial do antigo reino, mas a fé islâmica nunca apagou por completo as crenças e práticas tradicionais que vieram antes dela. O resultado é uma religiosidade em que orações, jejuns e festas muçulmanas convivem com elementos mais antigos da cultura local.

Essa fé está tão ligada à identidade do povo que ser barma e ser muçulmano praticamente se confundem: a religião não é apenas uma crença pessoal, mas parte do que une a comunidade e a distingue dos vizinhos.

Religiões dos não alcançados
Islã99,99%
Cristianismo0,01%
Idioma e Bíblia

A língua falada pelos barma pertence ao ramo sudanês central das línguas nilo-saarianas e ganhou forma escrita apenas nas últimas décadas, o que ainda limita a alfabetização na língua materna. Não há registro de uma Bíblia completa disponível nesse idioma; o que existe são iniciativas pontuais de materiais de evangelização em áudio, pensadas para um povo em que a palavra falada e a tradição oral pesam mais do que o texto escrito.

Progresso do evangelho entre os não alcançados
Cristãos (todas as tradições)0,01%
Evangélicos0,01%
Barreiras ao evangelho

Ser barma é, na prática, ser muçulmano: a fé islâmica está entrelaçada com a memória do antigo reino e com o orgulho de descender de uma linhagem que já teve corte, exército e sultão próprios. Abandonar o islã é visto como romper com essa identidade coletiva, não apenas mudar de religião individualmente. A região onde vivem é fortemente islâmica, o que reduz a presença de comunidades cristãs próximas e torna raro o contato com alguém que possa apresentar Jesus de forma compreensível dentro da própria cultura.

Necessidades

Como agricultores e criadores que dependem das chuvas para o sorgo, o milheto e os rebanhos, os barma enfrentam necessidades ligadas diretamente ao clima da região saheliana, onde uma estação chuvosa fraca compromete tanto a colheita quanto a alimentação do gado. Há também carência de estrutura escolar para as crianças em muitas comunidades ao longo do rio Chari.

No campo espiritual, a necessidade mais urgente é o simples acesso ao evangelho: há pouquíssimos seguidores de Jesus entre os barma hoje, e os poucos que se aproximam da fé cristã precisam de acompanhamento, de casamentos saudáveis e de uma comunidade que os sustente diante do peso de deixar a religião de toda a família.

Pelo que orar
Interceda por este povo
Por chuvas suficientes para as plantações e os rebanhos dos barma.
Por rádio cristão que alcance o Chade em língua bagirmi.
Pelos pouquíssimos seguidores de Jesus entre os barma, que o Senhor está preparando para chamar a si.
Por vidas santas e testemunho firme dos que se tornarem discípulos de Cristo.
Por vidas santas e testemunho firme dos que se tornarem discípulos de Cristo.
Por casamentos saudáveis entre os novos cristãos barma.
Por pais que valorizem a educação escolar dos filhos.
Por tradução e acesso às Escrituras na língua barma.
Pelo surgimento de uma igreja genuína em meio ao povo barma.

Ore por Barma bagirmi

Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.

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