Povo
Povo não alcançado Fronteira
Os chiks são um povo de agricultores e criadores da Índia, concentrados principalmente no estado de Jharkhand, com famílias também espalhadas por Chhattisgarh e outros estados vizinhos. Muitos possuem suas próprias terras, e boa parte do sustento vem de um ofício que os distingue de outras castas hindus: o comércio da carne de cabras e carneiros.
São hindus, mas guardam costumes que os diferenciam da maioria: enterram seus mortos em vez de cremar, e a poligamia, incomum entre hindus, ainda é praticada por alguns homens chiks. Falam hindi como língua de contato mais amplo, ao lado de idiomas regionais do dia a dia, o que reflete a diversidade das regiões onde vivem.
Essa combinação de ofício, costume e geografia deu aos chiks uma identidade própria dentro do mosaico de castas e povos do centro-leste da Índia, uma identidade que segue, até hoje, praticamente alheia ao evangelho.
Os chiks fazem parte do amplo mosaico de castas ocupacionais da Índia, grupos que historicamente se organizaram em torno de um ofício específico transmitido de geração em geração. No caso dos chiks, esse ofício foi o comércio da carne de pequenos animais, atividade que os distinguiu de castas dedicadas a outras funções e que, ao mesmo tempo, os colocou entre os grupos de status social mais baixo na hierarquia hindu tradicional.
Ao longo do tempo, famílias chiks se espalharam do coração de Jharkhand para estados vizinhos como Chhattisgarh, Madhya Pradesh e Bengala Ocidental, sempre mantendo o vínculo entre identidade, ofício e pertencimento à terra que cultivam.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Índia Não alcançado
|
100%
|
116.000 |
Os chiks vivem principalmente da agricultura e de um ofício tradicional pouco comum entre hindus: o abate e o comércio de carne de cabra e carneiro, atividade que sustenta boa parte das famílias e que os aproxima, no cotidiano, de clientes tanto hindus quanto muçulmanos. Essa ligação histórica com o abate de animais os colocou, ao longo do tempo, entre as camadas mais pobres e marginalizadas da sociedade indiana, com pouco acesso a educação e mobilidade social.
A família é a base da vida social, e não é incomum que um homem tenha mais de uma esposa, um costume raro entre hindus e mais associado a comunidades muçulmanas da região. Ao contrário da maioria dos hindus, os chiks enterram seus mortos em vez de cremá-los, um sinal de como misturam práticas próprias a uma identidade religiosa mais ampla.
Os chiks são hindus, e sua fé está profundamente ligada ao lugar que ocupam na estrutura social da Índia. O hinduísmo, para eles, abre espaço para múltiplas divindades e caminhos possíveis até o sagrado, o que torna estranha a ideia de um Deus único e de um único salvador. Ao mesmo tempo, guardam práticas que os diferenciam da maioria hindu, como o sepultamento dos mortos em vez da cremação e, entre alguns homens, a poligamia, um costume raro entre hindus e mais associado a comunidades muçulmanas da região.
São sinais de que sua religiosidade também carrega marcas próprias, moldadas pela história e pelo ofício da comunidade, e não apenas pela tradição hindu mais ampla. Essa mistura de fé e identidade social torna a mensagem de um só Deus e de um só caminho de salvação algo distante do horizonte religioso em que os chiks foram criados.
A Bíblia está disponível em hindi, o idioma que une o povo chik às demais castas e regiões da Índia por onde vivem espalhados, embora muitos usem no dia a dia outras línguas da região, como o sadri. Há também o filme Jesus e transmissões de rádio em hindi, ferramentas importantes onde a alfabetização é baixa e a oralidade ainda é o principal canal de comunicação. Mesmo assim, a Escritura chega pouco às mãos dos chiks: falar de Jesus continua sendo, na prática, uma conversa rara nas suas comunidades.
Ser chik é ser hindu por herança e por costume, e a fé está entrelaçada com a posição que a família ocupa na estrutura social. O ofício ligado ao abate de pequenos animais os manteve historicamente à margem de castas mais altas, e ao mesmo tempo distante de quem poderia lhes falar de Jesus: quase não há igreja ou crente local próximo às suas comunidades. Trocar de fé significaria romper com a identidade que sustenta o lugar da família na aldeia e no clã.
Como grupo historicamente colocado à margem da hierarquia social indiana, os chiks enfrentam necessidades ligadas à pobreza, ao baixo acesso à educação e a poucas oportunidades além do ofício herdado da família. Precisam também de algo que quase não têm: contato com crentes e com comunidades cristãs que possam caminhar ao lado deles, ensinando e discipulando em sua própria língua e cultura.
Há uma carência real de quem vá até eles, aprenda seus costumes e mostre, na prática, o amor de Cristo sem julgar o lugar que ocupam na sociedade.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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