Povo
Os ebira vivem sobretudo no estado de Kogi, no centro da Nigéria, perto do encontro dos rios Níger e Benue, e a cidade de Okene é a mais conhecida. A palavra “ebira” nomeia o povo, a língua e a terra onde moram. Há também comunidades ebira em Nasarawa, em Edo e no Território da Capital Federal.
São conhecidos como agricultores e tecelões. As mulheres tecem à mão os panos de Okene. O governante tradicional de toda a terra ebira tem o título de Ohinoyi. A maioria é muçulmana, e há cristãos e também quem siga a religião tradicional.
Segundo a tradição oral, os ebira vieram de Wukari, hoje no estado de Taraba, e faziam parte da união de povos chamada Kwararafa. Os ebira tao contam que Itaazi, tido como pai do grupo, os levou ao território atual depois de atravessarem o rio Níger, e que se fixaram em Opete.
Antes da colonização, não havia governo central. Cada clã e cada grupo de idade se governava, e o homem mais velho do clã tinha um poder pequeno, quase só sobre a própria família. Os clãs eram formados por famílias ligadas pelo sangue, do lado do pai. A colonização forçou uma mudança nesse jeito de governar.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Nigéria Parcialmente alcançado
|
100%
|
2.527.000 |
Quase toda família trabalha na terra. Os ebira cultivam inhame, mandioca, milho, arroz e verduras, e a pesca e a caça completavam o sustento. Desde o começo do século dezenove, o distrito de Okengwe se especializou em gergelim, que trocava com o amendoim das comunidades vizinhas ao norte.
Tecer é trabalho das mulheres. Hoje elas compram o fio já feito em máquina e o preparam com uma goma de milho, chamada eko, ou de mandioca, misturada com água. Depois o fio seca ao sol, para ficar firme e aguentar a tensão do tear.
O islã é a religião da maioria, e os cristãos são minoria. A religião tradicional reconhece Ohomorihi como ser supremo, ao lado de espíritos e de parentes mortos que, segundo a crença, influenciam a vida de cada dia.
Muitas tradições antigas continuam vivas entre os muçulmanos. Um estudo diz que hoje são sobretudo muçulmanos que saem nas festas de máscaras, porque acham que manter o que os mais velhos faziam honra os que já morreram. O Eku, a máscara, era a ligação da comunidade com os mortos. Na festa de Ekuechi, que marca a virada do ano, se acreditava que os mortos voltavam como Eku para aconselhar os vivos.
O Novo Testamento em ebira saiu em 1981, e a Bíblia inteira, chamada IWE ỌNỊNỊ, foi publicada em 2014. Ela pode ser lida na internet e por aplicativo no celular.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Concluída
- Novo Testamento Concluída
- Bíblia completa Etapa atual
Dados de tradução: Joshua Project.
Para o muçulmano ebira, seguir Jesus mexe com a família. Num estudo de 2025, o autor conta que a maioria dos muçulmanos ebira não gosta de ver um parente deixar o islã, mas que mesmo assim eles dizem manter boa relação com a família. Por isso, quem se torna cristão costuma continuar muito ligado aos seus, e a decisão pesa sobre toda a casa.
Os cristãos ebira precisam de material de discipulado, de formação bíblica e de líderes maduros que os ajudem a crescer na fé. Quem ensina precisa conhecer a língua, a cultura e o pano de fundo muçulmano do povo. Nas festas de Echene, entre abril e junho, mascarados andam pelas ruas com grandes bastões, e hoje há pessoas que se machucam; o estudo diz que isso precisa ser resolvido.
Um estudo de 2025, escrito por um pesquisador de estudos islâmicos de uma faculdade de Okene, registra que nos últimos trinta anos o cristianismo cresceu de forma visível na terra ebira e que um número crescente de muçulmanos ebira tem deixado o islã pelo cristianismo.
Ore por Ebira
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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