Povo
Onde o evangelho ainda não chegou a este povo
100 mil pessoas deste povo vivem em países onde ele segue não ou pouco alcançado:
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Sudão Não alcançado
100.000 pessoas
Os jumjum, também chamados berin, são um povo nilótico do leste do Sudão, estabelecido na região de Fung, no estado do Nilo Azul. Suas aldeias costumam ficar ao pé de colinas rochosas, numa paisagem de savana onde a vida acompanha o ritmo das chuvas e das colheitas.
Falam o jumjum, uma língua nilótica ocidental pouco descrita, aparentada com as línguas dos vizinhos burun, mabaan e ulu. A proximidade é tanta, em território e em fala, que alguns estudiosos tratam jumjum e burun como um único grupo. Ainda assim, os próprios jumjum guardam um nome, uma memória e um jeito de viver que os distinguem.
Há também comunidades jumjum no Sudão do Sul, o que mostra um povo de laços antigos com a região do Nilo Azul e com as terras vizinhas. É um povo pequeno diante dos grandes grupos da região, pouco conhecido fora de sua área, mas com uma identidade viva, sustentada pela língua, pela terra e pela vida em comunidade.
Os jumjum pertencem ao grande tronco nilótico, cujas línguas e povos se espalham por vales e savanas da bacia do Nilo. Seu idioma integra o grupo que o estudioso Evans-Pritchard chamou, em 1932, de burun do sul, e esse parentesco explica a ligação estreita com os burun e com os mabaan.
Por viverem em áreas afastadas, ao pé de colinas, a história do povo foi pouco registrada por escrito. Os estudos sobre sua língua são raros e antigos, limitados a pequenas listas de palavras e a trabalhos recentes de descrição. Boa parte da memória jumjum é guardada pelos mais velhos e passada de geração em geração.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Sudão Não alcançado
|
93,9%
|
100.000 |
Sudão do Sul Parcialmente alcançado
|
6,1%
|
6.500 |
A vida jumjum gira em torno da terra. Os jumjum são agricultores e pastores, e o ritmo das chuvas e das colheitas marca o calendário da comunidade. A criação de animais e o cultivo dos campos sustentam as famílias e fortalecem os laços entre elas.
As aldeias se organizam em torno da família e da vizinhança, com muita partilha do trabalho no campo. Por viverem em áreas afastadas, o acesso a escolas, a serviços de saúde e a estradas ainda é limitado. Como a língua tem pouca escrita, muito do conhecimento é transmitido oralmente, de uma geração para a seguinte, em histórias e conversas do dia a dia.
Tradicionalmente, os jumjum reconhecem um Deus supremo, a quem chamam Dyong, e vivem a fé de forma comunitária, ligada à terra, às chuvas, às colheitas e aos ritmos da vida familiar. A religião não é um assunto à parte: faz parte do pertencimento ao povo e das relações entre as famílias.
Os dados sobre a fé do povo variam conforme a fonte, o que reflete a convivência, na região, entre a religião tradicional e a influência do islã dos vizinhos. Em qualquer caso, a identidade religiosa e a identidade do povo andam juntas, e a mensagem de Jesus precisa ser apresentada de modo que faça sentido dentro da cultura e da língua jumjum, sem exigir que alguém deixe de ser jumjum para crer.
A língua jumjum é ainda pouco documentada, e a Escritura nela é escassa: existem apenas porções bíblicas traduzidas. Há gravações do evangelho no idioma, o que é valioso para um povo de forte tradição oral e de poucos leitores. Por ora, ouvir a Palavra em jumjum é uma experiência rara, e cada porção disponível abre uma porta para que o povo conheça a Deus em sua própria língua.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
- Tradução iniciada Concluída
- Porções Etapa atual
- 3 Novo Testamento Ainda falta
- 4 Bíblia completa Ainda falta
Dados de tradução: Joshua Project.
Os jumjum vivem em lugares remotos, com poucas estradas e pouco contato com comunidades cristãs. A língua pequena e pouco estudada faz com que quase não haja Escritura nem material cristão no idioma do coração, e a forte tradição oral limita o alcance de textos escritos. Soma-se a isso a instabilidade que marca a região do Nilo Azul, que dificulta a presença continuada de qualquer obreiro. Por fim, a religião tradicional e a influência islâmica dos arredores estão entrelaçadas com a identidade do povo, e mudar de crença pode significar afastar-se da família e da comunidade.
Os jumjum precisam de estabilidade e paz para cultivar a terra e criar seus filhos em segurança, além de acesso a escolas, água e atendimento de saúde, para que as comunidades floresçam. No plano espiritual, precisam de Escrituras em sua língua, em formato oral e escrito, e de alguém que viva entre eles, aprenda sua fala e compartilhe o evangelho com paciência e respeito. Precisam, sobretudo, de comunidades de fé nascidas do próprio povo, que levem a mensagem de Jesus de aldeia em aldeia.
Ore por Jumjum, Berin
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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