Povo
Prateekvasava - Wikimedia, CC BY-SA 4.0, via Joshua Project
Os vasavas são uma pequena comunidade indígena do Paquistão, que vive sobretudo em áreas rurais da província de Sindh. Também são conhecidos pelos nomes bawra e tadvi bhil, o que aponta para o parentesco com os povos bhil do oeste da Índia, região de onde vieram seus antepassados há séculos.
No dia a dia falam o sindi, língua dominante da região, e parte deles também usa o dhatki. Vivem cercados por uma sociedade majoritariamente muçulmana e formam uma minoria hindu que habita povoados rurais, longe dos grandes centros urbanos.
Em Sindh, a terra sustenta a vida de muitas famílias. Cultivam produtos como trigo e arroz, e o ritmo do trabalho no campo orienta a rotina da comunidade. Por serem poucos e estarem espalhados por áreas distantes, os vasavas raramente aparecem nos estudos e nas conversas sobre o Paquistão, e por isso merecem ser conhecidos e lembrados com atenção e respeito.
Os vasavas têm origem nas áreas tribais de Gujarat, no oeste da Índia. Há séculos, seus antepassados migraram em direção ao território que hoje pertence ao Paquistão, e ali se estabeleceram nas terras rurais de Sindh.
Os nomes bawra e tadvi bhil, usados também para esse povo, e a forma vasave, registrada em Gujarat, indicam o parentesco com comunidades bhil que permanecem do outro lado da fronteira. Em Sindh, a vida entre vizinhos de outras tradições levou o povo a adotar o sindi como língua do cotidiano, enquanto uma parte ainda usa o dhatki. Hoje são uma comunidade pequena, de fé hindu, que guarda no próprio nome a lembrança de uma longa travessia.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Paquistão Não alcançado
|
100%
|
1.600 |
A maioria dos vasavas vive em áreas rurais de Sindh e tira seu sustento da agricultura. O trigo e o arroz estão entre as culturas que cultivam, e o ritmo das estações e a disponibilidade de água definem boa parte da rotina das famílias.
Em casa e entre vizinhos, usam o sindi, a língua mais falada na região, e alguns também falam o dhatki. Por morarem em povoados afastados e serem uma comunidade pequena, dependem muito dos laços com parentes e conhecidos, que são importantes para enfrentar as dificuldades da vida no campo. Vivem como minoria hindu em uma região de maioria muçulmana, e é nesse ambiente que preservam o que os identifica como povo.
Os vasavas são, em sua grande maioria, hindus. A fé hindu faz parte do modo como compreendem a vida, a família e a comunidade, e é transmitida de geração em geração entre os que compartilham o mesmo povo.
Vivendo como minoria religiosa em meio a uma maioria muçulmana, a religião tende a funcionar também como marca de identidade, ligando cada família à memória de seus antepassados e aos vizinhos que partilham a mesma crença. Há pouquíssimos cristãos entre eles, e a fé em Jesus Cristo ainda é, para a maior parte, algo desconhecido ou distante. Reconhecer a seriedade com que vivem sua religião é o primeiro passo para uma conversa respeitosa sobre o evangelho.
A língua principal dos vasavas é o sindi, e nela a Bíblia completa está disponível desde a metade do século XX. O Novo Testamento também pode ser lido e ouvido em plataformas digitais, e há o filme sobre a vida de Jesus em sindi. O desafio, porém, está em fazer essa Palavra chegar a um povo pequeno, que vive disperso em áreas rurais e raramente encontra quem lhe apresente a Escritura com cuidado. Materiais falados e visuais podem ser um caminho acessível até essas famílias.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Para os vasavas, a fé hindu está entrelaçada com a família e a identidade do povo, de modo que seguir outro caminho pode ser visto como afastar-se da própria comunidade. Por serem uma comunidade pequena e dispersa em áreas rurais, são raros os contatos com cristãos que entendam sua cultura. Soma-se a isso a condição de minoria religiosa, que pede cautela, e a distância geográfica de qualquer comunidade de fé que os acolha em sua realidade.
Povos rurais e pequenos como os vasavas costumam enfrentar carências práticas, entre elas o acesso à educação e a cuidados de saúde. Quem vive do trabalho agrícola depende de uma renda instável, e apoio que melhore a produção e as oportunidades econômicas faria grande diferença para as famílias.
Há também uma necessidade espiritual: o povo ainda conta com pouquíssimas pessoas que o conheçam de perto e lhe apresentem Jesus com respeito à sua cultura, em sua própria língua e a partir de relacionamentos de confiança.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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