Povo
Povo não alcançado
Os zaramo, também chamados zalamo ou wazaramo em suaíli, são um povo bantu da costa central do leste da Tanzânia. Vivem nas planícies litorâneas e nas colinas baixas ao redor de Dar es Salaam, a maior cidade do país, e formam o grupo étnico mais associado a esse território. Boa parte da população está nos distritos de Kisarawe e Bagamoyo, na região de Pwani, e também na região de Morogoro.
A língua zaramo é o idioma próprio do povo, embora muitos também falem suaíli, a língua comum do país. Vivendo tão perto do litoral e da maior cidade da Tanzânia, os zaramo conhecem de perto o movimento de comerciantes, viajantes e vizinhos de outras regiões, e há séculos mantêm contato com o mundo do Índico. Hoje a vida de muitas famílias combina o trabalho no campo com a rotina de uma metrópole em rápido crescimento.
Segundo as tradições orais e os estudiosos, os zaramo viviam mais para o interior até o século XVIII e ocupam a região de Dar es Salaam há cerca de dois séculos.
No fim do século XIX, com o crescimento do comércio na costa do Índico, tornaram-se comerciantes de destaque em produtos como marfim, sal e peixe, e também tiveram participação no tráfico de pessoas escravizadas. Mais recentemente, o islã se firmou de forma ampla entre eles, nos últimos cem anos aproximadamente, e passou a conviver com as crenças tradicionais. Hoje a cidade de Dar es Salaam, que cresceu sobre seu território, ocupa lugar central na vida do povo.
| País | Parcela do povo | População |
|---|---|---|
Tanzânia Não alcançado
|
100%
|
1.475.000 |
A maioria dos zaramo vive da agricultura. Cultivam arroz e árvores frutíferas como mangueiras, laranjeiras, coqueiros e cajueiros, e criam cabras, ovelhas e galinhas. No campo, as casas costumam ser de varas e barro, com cobertura de palha. Quem mora na área urbana de Dar es Salaam combina o trabalho da terra com o comércio e outros ofícios da cidade.
Tradicionalmente, a descendência segue a linha materna, e o nascimento de uma menina é celebrado de modo especial, porque garante a continuidade do nome da família. A poligamia é comum e os divórcios são frequentes. Ritos de passagem para as jovens, com ensinamentos para a vida adulta, ainda reúnem a comunidade.
A grande maioria dos zaramo é muçulmana sunita, de tradição shafiita. O islã se firmou de forma ampla entre eles apenas nos últimos cem anos aproximadamente, e por isso convive de perto com crenças mais antigas, em vez de substituí-las por completo. Ser zaramo, hoje, costuma significar ser muçulmano, e a fé é vivida como parte da identidade da família e da comunidade.
Permanecem marcas da religião tradicional ligada ao mundo dos espíritos. Tradicionalmente havia peregrinações a uma caverna para honrar o espírito Kolelo, com sacrifício de bodes pretos, e cerimônias de purificação na colheita. Muitos zaramo ainda temem o veneno e a feitiçaria e buscam proteção contra eles.
O zaramo é uma língua escrita e já conta com o Novo Testamento, mas a Bíblia completa ainda não foi traduzida. Há também o filme sobre a vida de Jesus no idioma, além de gravações de ensino bíblico e do Novo Testamento em áudio, e o texto pode ser lido em plataformas digitais. Como o suaíli é a língua de uso diário de muitos, esses recursos convivem com a Palavra em suaíli, mas é na língua do coração que a mensagem toca mais fundo.
Um povo só entende o evangelho de verdade quando o ouve na língua do seu coração. Veja em que estágio está a tradução.
Dados de tradução: Joshua Project.
Para muitos zaramo, deixar o islã seria afastar-se da família e da comunidade, já que fé e identidade caminham juntas. Ao mesmo tempo, o temor dos espíritos, da feitiçaria e do veneno cria um ambiente em que as pessoas buscam proteção em práticas tradicionais, e não em um Deus que se revela em Cristo. A presença cristã entre eles é pequena, e há poucos crentes de origem zaramo para compartilhar o evangelho com seus parentes e vizinhos.
Os zaramo precisam, antes de tudo, de liberdade do medo: dos espíritos que prometem proteção e cobram um preço alto, e da suspeita constante de feitiçaria e veneno. A mensagem de Jesus, que vence todo poder das trevas, responde diretamente a essa aflição.
Precisam também de pessoas dispostas a viver entre eles, aprender seu idioma e sua cultura e caminhar ao seu lado com paciência. Onde surgirem os primeiros seguidores de Cristo, será essencial que encontrem comunidade, ensino na própria língua e coragem para levar a boa notícia às suas famílias.
Há motivos concretos para esperar. O Novo Testamento já existe em zaramo, publicado em 1975 e revisado desde então, e está disponível em texto e em áudio, inclusive em plataformas digitais como bible.is e YouVersion. O filme sobre Jesus pode ser assistido na língua do povo, e há gravações de ensino bíblico em áudio. Esses recursos permitem que a mensagem chegue às casas sem depender da presença de um missionário.
Interceda por este povo junto com cristãos ao redor do mundo.
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